quinta-feira, 28 de julho de 2011

Saiba mais sobre as relações políticas e o Estado

Unidade 3
Segundo Ano - Sociologia
As relações políticas e o Estado

Manifestação em Brasília contra o PL122 reuniu pessoas de todo o país. Foto: Ronald Batista / GAZETA Setelagoana

Desafiando

Organizados em duplas, entrevistem-se mutuamente, segundo as questões:

1. De 0 a 10, que nota você daria para a atuação dos deputados e senadores brasileiros?

Nota ( )

2. Na sua opinião, qual é a porcentagem de bons deputados e senadores em atuação no Congresso Nacional hoje?

Porcentagem ( )

3, Na sua opinião, os deputados e senadores brasileiros trabalham

( ) muito.

( ) o suficiente.

( ) pouco.

( ) Não sabe.

4. Na sua opinião, os deputados e senadores brasileiros

( ) representam e defendem mais os interesses e desejos da sociedade.

( ) representam e defendem os interesses dos grupos políticos.

( ) representam e defendem mais os seus próprios interesses.

( ) Não sabe.

5. Você saberia dizer qual é o nome do atual presidente da Câmara dos Deputados?

Sim ( ) Não ( )

6. Lembre-se de alguma medida de um deputado que tenha sido importante para sua cidade ou região?

Sim ( ) Não ( )

7. Lembra-se de alguma medida de um senador que tenha sido importante para sua cidade ou região?

Sim ( ) Não ( )

8. Lembra-se de alguma medida de um governador que tenha sido importante para sua cidade ou região?

Sim ( ) Não ( )

9. Com qual dessas ideias você concorda?

( ) Sem deputados e senadores, não pode existir democracia.

( ) A democracia pode funcionar sem deputados e senadores.

( ) Não sabe.

10. Escolha três características que, na sua opinião, melhor definem os parlamentares brasileiros:

Característica 1:

Característica 2:

Característica 3:

11. Na sua opinião, qual dos animais abaixo está mais associado à imagem dos parlamentares?

( ) Cão de guarda

( ) Rato

( ) Coruja

( ) Abutre

( ) Nenhuma delas

( ) Não sabe

12. Qual dos seguintes fatos é mais grave, na sua opinião?

( ) A proposta dos parlamentares de aumentar em 91% o próprio salário.

( ) O escândalo do mensalão.

( ) O fato de a semana útil do congresso ter três dias.

( ) O fato de os deputados e senadores receberem mesmo sem trabalhar, durante os meses de dezembro e janeiro.

( ) O fato de cada parlamentar receber 40 000 reais por apenas um mês de trabalho.

( ) Nenhum deles.

( ) Não sabe.

13. Após responderem a entrevista, façam um levantamento estatístico das respostas da turma e comparem os resultados com a pesquisa Ibope Opinião feita a pedido da revista Veja, entre os dias 23 e 25 de janeiro de 2007, com 1 400 moradores de capitais, periferia e interior das cinco regiões brasileiras.

13. A partir da comparação proposta anteriormente, discutam, em grupo, o que é política, poder e autoridade. Registrem aqui as definições discutidas.

CONFRONTANDO

Para construirmos conhecimento, necessitamos confrontar nossas ideias e convicções. Leia o texto a seguir e, depois, confronte as ideias nele apresentadas com as observações e análises elaboradas por você nas situações que foram propostas anteriormente.


Quando pensamos em política, a primeira coisa que vem à cabeça são os políticos profissionais, tais como deputados, senadores, vereadores e governadores. Logo em seguida, pensa-se que política é um tema desagradável e que provoca conflitos de ideias, às vezes até violentos. O que não se pensa de imediato é que política se faz a todo instante e em todas as relações que as pessoas estabelecem.

Para Aristóteles, o homem é um animal social e político por natureza. E. se o homem é um animal político, significa que tem necessidade natural de conviver em sociedade, de promover o bem comum e a felicidade. Aristóteles afirma ainda que a pouca experiência da vida torna o estudo da Política supérfluo para os jovens, por regras imprudentes, que só seguem suas paixões. Estará aqui o motivo do desinteresse da maioria da juventude em relação à política?

Política sugere poder, que também se encontra em todas as relações das pessoas, pois cada um se apresenta ao outro na manifestação do seu poder de persuasão e convencimento.

O conceito de poder varia com o tempo e a corrente de pensamento. Para adeptos do pensamento marxista, poder é “a capacidade de uma classe social realizar os seus interesses objetivos específicos”. Hanna Arendt falou que o poder é oposto da violência. A violência acontece quando se dá a perda de autoridade e poder. Para Maquiavel, a obrigação do governante (Príncipe) deve ser a de conquista e manter o poder. Para isso, ele deve adotar algumas estratégias.

Max Weber conceituou o poder como sendo “ a probabilidade de um certo comando com um conteúdo específico ser obedecido por um grupo determinado”.

Para Foucault, o poder é menos uma propriedade que uma estratégia, e seus efeitos não são atribuídos a uma apropriação, mas a disposições, a manobras, táticas, funcionamentos; ele se exerce mais do que se possui, não é o privilégio adquirido ou conservado da classe dominante, mas o efeito de conjunto de suas posições estratégicas.

O poder para Foucault (1995) coloca em questão relações entre indivíduos. “Não devemos nos enganar: se falamos do poder das leis, das instituições ou das ideologias, se falamos de estruturas ou mecanismos de poder das leis, das instituições ou das ideologias, se falamos de estruturas ou mecanismos de poder, é apenas na medida em que supomos que ‘alguns’ exercem um poder sobre os outros” (FOUCAULT, 1995).

Assim, para Foucault (1995), viver em sociedade é, de qualquer maneira, viver de modo que seja possível alguns sobre a ação dos outros.

Ao falarmos de política e poder, temas extremamente interligados, buscamos entender o conceito de autoridade. Se recorremos ao dicionário Aurélio, temos autoridade como poder legítimo, direito de mandar.

Segundo Paulo Nunes, economista, professor e consultor de empresas, é possível definir dois tipos diferentes de autoridade: autoridade jurídica, imposta por obrigação aos subordinados e que pode ser dividida em autoridade formal (formalizada através da estrutura organizacional) e autoridade operativa (definida pelos procedimentos internos da organização) e autoridade moral, surgida naturalmente da superioridade de conhecimentos ou know-how de deterninado indivíduo, a qual pode ser dividida em autoridade técnica e em autoridade pessoal.

NUNES, Paulo. Fonte: (http://www.knowhow.net/cienconempr/gestao/autoridade.htm).




14. Confronte as ideias apresentadas no texto acima com sua resposta anterior. Registre as semelhanças e diferenças.




Análise sociológica do Estado

O PARADOXO DO ESTADO

No século XVIII, teóricos contratualistas, destacando-se dentre eles Rousseau e Hobbes, argumentaram que o homem, a princípio, se encontraria em um “estado de natureza”, no qual ele seria completamente livre e com o dever único de sobreviver. As relações entre as pessoas seriam regidas então pela “lei do mais forte”. Mas, como nenhum homem tem força suficiente para garantir sempre o seu bem-estar, ele procura então estabelecer acordos com outros homens, que permitam a sua coexistência pacífica. Dito de outra forma, a partir de um momento, os obstáculos à sobrevivência no estado de natureza ultrapassam as possibilidades de cada pessoa, obrigando-a a unir-se em conjunto. Da competição natural, passa-se então para a cooperação, criada a partir do pacto entre os homens, ou “Do contrato social”, como apresenta Rousseau no título de sua principal obra. Nesse contrato, cada homem abdicaria sua autonomia individual em benefício da estabilidade da vida em comum. Sua segurança e suas liberdades, que agora recebem o nome de direitos, passam a ser garantidas por uma entidade única, que monopolizará o uso da força: o Estado.

O Estado deve concentrar o poder da sociedade em que se encontra. Para tanto, ele tem de ser o único responsável naquele território por três atividades essenciais: a administração dos negócios de interesse coletivo, com os indivíduos e com outros Estados; a elaboração das leis que regem a sociedade e o próprio funcionamento do Estado; e a aplicação dessas leis de maneira homogênea a todos os homens, garantindo a justiça.

Tais leis darão origem à divisão do Estado em três poderes, respectivamente: Executivo, Legislativo e Judiciário, que hoje é adotada em quase todos os países do mundo.

O Estado, na administração dos negócios de interesse coletivo, assume a educação, saúde, segurança, economia, etc. Ele se organizou, burocratizou, inchou e também se deixou corromper. Surgiram, então, as filas nos postos de saúde, a educação de má qualidade, a violência desenfreada, a impunidade em todos os níveis, a falta de perspectiva para a população mais pobre. O Estado torna-se ausente.

O cidadão passa a não mais acreditar que o Estado possa lhe garantir suas necessidades sociais básicas. A ausência do Estado nas comunidades menos favorecidas – seja através da polícia, das escolas ou até da atuação de política mais engajada. São necessárias políticas de reorganização urbana que recuperem áreas pobres ou torne-se novamente presente no imaginário dos indivíduos.

15. Qual o papel do Estado nos dias de hoje?

16. O que significa a “ausência do Estado”?

O que nos dizem os clássicos a respeito do Estado

Para Durkheim, o Estado é menos um órgão executivo, que age, do que deliberativo, que pensa: “o Estado é um órgão especial encarregado de elaborar certas representações que valem para a coletividade” (DURKHEIM, 1983, p. 46).

Nesse sentido, o crescimento do individualismo não implica a diminuição do papel do Estado: pelo contrário, é justamente o Estado que legitima e garante o individualismo, que afirma e faz respeitar os direitos do indivíduo. "Longe de ser antagonista do Estado, nossa individualidade moral [é], ao contrário, produto do Estado" (Durkheim, 1983, p. 63). De fato, ele "[...] tende a assegurar a individuação mais completa permitida pelo estado social. Bem longe de ser o tirano do indivíduo, ele é quem redime o indivíduo da sociedade" (Idem, p. 63). Por outro lado, não se pode considerar, na ótica dos socialistas, o Estado como "uma simples peça da máquina econômica", isto é, como um prestador de serviços para a economia (Idem, p. 66). O papel do Estado é fundamentalmente moral, ele é o "órgão por excelência da disciplina moral" (Idem, ibidem). Em vez de nos afastar do Estado, estamos nos tornando cada vez mais dependentes dele, na medida em que "[...] ele tem por encargo chamar-nos ao sentimento da solidariedade comum” (DURKHEIM, 1995, p. 218).

RAUD-MATTEDI, Cécile. A constrção social do mercado em Durkheim e Weber:Análise do papel das instituições na sociologia e economia clássica, São Paulo: Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 20, n.57, fev. 2005

Para Marx o Estado é o instrumento na qual uma classe domina e explora outra classe. O Estado seria necessário a proteger a propriedade e adotaria qualquer política de interesse da burguesia, seria o comitê executivo da burguesia. No manifesto comunista, Marx e engels, explicitam que o poder político, adequadamente assim denominado, é meramente o poder organizado de uma classe para oprimir a outra.

LENINE, Vladimir Ilitch. O Estado e a Revolução: A doutrina do Marxismo sobre o Estado e as Tarefas do Proletariado na Revolução. Petrogrado: Jizn i Znanie, 1917. In. Obras Escolhidas de Lenine. São Paulo: Editora Avante. 1977

"O Estado não é, de forma alguma, uma força imposta, do exterior, à sociedade. Não é, tampouco, "a realidade da Idéia moral", "a imagem e a realidade da Razão como pretende Hegel. É um produto da sociedade numa certa fase do seu desenvolvimento. É a confissão de que essa sociedade se embaraçou numa insolúvel contradição interna, se dividiu em antagonismos inconciliáveis de que não pode desvencilhar-se. Mas, para que essas classes antagônicas, com interesses econômicos contrários, não se entre devorassem e não devorassem a sociedade numa luta estéril, sentiu-se a necessidade de uma força que se colocasse aparentemente acima da sociedade, com o fim de atenuar o conflito nos limites da "ordem". Essa força, que sai da sociedade, ficando, porém, por cima dela e dela se afastando cada vez mais, é o Estado".

Eis, expressa com toda a clareza, a idéia fundamental do marxismo no que concerne ao papel histórico e à significação do Estado. O Estado é o produto e a manifestação do antagonismo inconciliável das classes. O Estado aparece onde e na medida em que os antagonismos de classes não podem objetivamente ser conciliados. E, reciprocamente, a existência do Estado prova que as contradições de classes são inconciliáveis. O Estado aparece onde e na medida em que os antagonismos de classes não podem objetivamente ser conciliados. E, reciprocamente, a existência do Estado prova que as contradições de classe são inconciliáveis.

Para Max Weber, embora o Estado detenha “o monopólio da força legítima”, implica também não só a força mas também a sua legitimação, que vai desde a forma de designação dos seus órgãos até à resolução mínima dos problemas que lhe são socialmente colocados. O Estado é um aparelho que exerce o poder e a autoridade. Ainda Max Weber, quando se refere ao Estado «considera-o uma associação de dominação política, “quando e na medida, em que sua subsistência e a vigência de suas ordens, dentro de determinado território geográfico, estejam garantidas de modo contínuo mediante ameaça e a aplicação de coação física por parte do quadro administrativo. Uma empresa com caráter de instituição política denominamos Estado, quando e na medida em que seu quadro administrativo reivindica com êxito o monopólio legitimo da coação física para realizar as ordens vigentes.”

HERMENEGILDO, Reinaldo Saraiva. Estado e Soberania: que paradigma? In: Revista Militar. 06 jun. 2006. Disponível em: http://www.revistamilitar.pt/modules/articles/article.php?id=74

Qual a concepção de Estado para Durkheim, Marx e Weber?


SISTEMATIZANDO

A dessacralização da política: a política do cotidiano

Acompanhe o texto a seguir e organize as suas ideias para a viabilização de um projeto de atuação na sociedade.

A ÉTICA E A POLÍTICA DO COTIDIANO

Viver em sociedade exige regras dos atores envolvidos. Não se discute mais a necessidade das regras, das normas e das leis. Todos sabemos que, para viver em sociedade, elas são primordiais. Mas parece que estamos nos esquecendo disso.

A sociedade, cada vez mais, valoriza o individualismo. No Brasil, o “jeitinho brasileiro, de querer levar vantagem em tudo”, está cada vez mais em uso, em evidência.

Parece contraditório: a sociedade valorizar o individualismo, o coletivo favorecer o individual. O problema é que nos esquecemos de que a sociedade é o coletivo das ações individuais e que ela age ou exerce influência nos indivíduos, numa relação dialética. Tudo fica parecendo norma ou normal. Pequenas atitudes corruptivas, no dia a dia das pessoas, tornam-se coisas normais aos olhos da coletividade, afinal de contas, “todos fazem assim”!

Quando ultrapassamos as atitudes individuais e transportamo-nos para os escândalos de corrupção dos deputados, senadores e empresários, que envolvem a população como um todo, ficamos imediatamente indignados, mas basta o tempo passar para esquecermos ou resignarmos diante dos fatos. Parece que o inconsciente das pessoas aceita a corrupção, porque, no dia a dia, ações corruptivas estão impregnanadas nos afazeres de cada um. Desde o desrespeito às filas das bilheterias do cinema ou teatro à sonegação de impostos. Quase todos nós desejamos o privilégio, o levar vantagem sobre os outros.

Formato de pessoas em vários formatos

Nossa sociedade hoje educa para a injustiça, para a falta de ética, para o individualismo exacerbado, para a impunidade, para o autoritarismo camuflado de democracia e, consequentemente, para a violência. O paradoxo encontra-se no discurso de justiça, de resgate da ética, da denúncia da impunidade e, principalmente, no discurso democrático.

Poderíamos nos perguntar: quem educa assim? A resposta é fácil: a sociedade de um modo geral. Mas quem é a sociedade? Se cada um de nós, individualmente, cada um na suas individualidade (e não individualismo) constrói a sociedade, então por que somos assim? Afinal de contas, qual sociedade queremos?

Quando fazemos essa pergunta, a maioria das pessoas discorre sobre uma ideia de sociedade perfeita e idealizada, em que prevalece o bem comum, a justiça e o relacionamento amigável e saudável entre as pessoas.

Esquecemos das nossas atitudes cotidianas que, aparentemente inconscientes, mostram o contrário do que desejamos ou discursamos. Não nos indignamos, não nos questionamos, por exemplo, que comportamentos temos, no nosso dia a dia, que levam nossa sociedade a ser como é. Agimos “no automático”. Em consequência disso, não avaliamos nossas pequenas atitudes, aparentemente inofensivas individualmente, mas extremamente agressivas na coletividade.

Ações políticas, ecológicas e democráticas são as mais simples de serem visualizadas. Para o indivíduo, política é coisa de deputados / senadores, por isso não considera ou percebe que as relações de convivência são, a todo momento, atitudes políticas. Quase sempre, não percebemos que somos autoritários e egoístas, mesmo que o discurso de democracia nas relações esteja somente na ponta da língua.

Ações ecológicas são ações para as grandes florestas, rios, mares etc. Esquecemos, mais uma vez, das nossas atitudes cotidianas em que jogamos papéis no chão, varremos o lixo da calçada para a ‘boca de lobo’ ou bueiros das ruas, consumimos excessivamente sacolas plásticas, misturamos todo nosso lixo sem nenhuma preocupação com a reciclagem, entre tantas outras.

A mudança que tanto almejamos para a sociedade não vem da vontade benevolente de algum governante ou de deputados e senadores bem-intencionados. Vem, sim, das nossas atitudes, as mais simples e corriqueiras.

O filósofo australiano Peter Singer afirma que “num primeiro momento, pequenas infrações parecem não ter importância, mas ao longo do tempo, a moral da comunidade é afetada em todas as esferas... levando a sociedade a perder o controle de si mesma, onde as pessoas não têm mais a noção exata de certo e errado”.

Para o filósofo, a “ética é um exercício diário, que precisa ser praticado no cotidiano”. Da mesma forma, a democracia. Não nascemos sabendo exercer a democracia, precisamos aprende-la, precisamos exercitá-la em todas as esferas das nossas relações: na família (principalmente), na escola, no trabalho, na convivência com amigos e também com as pessoas estranhas.

A ética e a democracia se afirmam numa sociedade se forem exercidas no dia a dia das atitudes das pessoas. “Se uma pessoa não respeita o próximo, não cumpre as leis de convivência, não paga seus impostos ou não obedece às leis de trânsito, ela não é ética”. Para Peter Singer, essas atitudes provocam um círculo ético, ou seja, uma ação interfere a outra, e os valores morais perdem força, vão se diluindo, perdendo a importância. Para uma sociedade justa e democrática, o círculo ético é essencial, as pessoas, nas suas atitudes cotidianas, são imprescindíveis para efetiva-lo positivamente.

Ele ainda afirma que o primeiro passo para mudar uma sociedade corrompida acontece quando os cidadãos são estimulados a respeitar as leis básicas, pois assim passam a respeitar a si próprios, o próximo e a cidadania.

Quer ser ético no seu cotidiano? Não espere o outro começar, comece você mesmo pelo mais simples. Cumprimente as pessoas, diga bom-dia, seja educado com quem convive.

18. Quando observamos a realidade da nossa sociedade atual, nos perguntamos: “o que podemos fazer para transformá-la, melhorá-la?” Muitas vezes, ficamos apáticos, dizendo que não há nada que se possa fazer! O texto anterior nos sugere uma ética e política do cotidiano, ou seja, atitudes do nosso dia a dia. Descreva que atitudes e posturas podemos tomar no nosso cotidiano da sala de aula, da escola, da família, das relações de amizade, de todos os espaços que frequentamos e explique como essas atitudes poderão contribuir para uma possível transformação da realidade.


Terrorismo na Noruega

anders breivik atentado oslo nani 270722 humor politico O Nazista Anders Breivik

O terrorista de extrema direita Norueguês - por Nani

Terrorismo de Direita

Pio Penna Filho*

O atentado terrorista ocorrido na Noruega é mais um exemplo da intolerância crescente em diversos círculos de direita espalhados pelo mundo. O que ocorreu no país nórdico, reconhecido mundialmente pelo elevado nível de vida de seus habitantes, foi uma tragédia que não pode ser esquecida e que deve ser melhor compreendida.

Um aspecto que gostaria de destacar neste artigo é o fato de que, tão logo divulgada a notícia, ainda pelas redes de televisão com alcance mundial e praticamente no calor da hora em que havia ocorrido o atentado, os primeiros e mais afoitos jornalistas e analistas internacionais atribuíram o episódio a uma “suposta” ação de terroristas islâmicos. Ninguém, pelo menos que tenha aparecido na televisão, chegou a levantar a hipótese de que o terrorista pudesse ser um norueguês não-muçulmano e comprometido com um pensamento de direita, racista e xenofóbico.

Essa foi apenas mais uma demonstração de como a imagem construída em torno do islamismo, principalmente por agências ocidentais, teve um grande sucesso em associar o terrorismo ao Islã e quase que apenas ao Islã. E não foi a primeira vez que isso aconteceu.

Nos Estados Unidos, quando do atentado ocorrido em 1995 em Oklahoma City, perpetrado por um americano branco, provavelmente de olhos azuis e pedigree, e que deixou 168 mortos e mais de 500 feridos, os apressados de então suspeitaram de quem?

Tudo fica ainda mais grave quando assistimos, um tanto embasbacados e um tanto desiludidos, como muitos cidadãos europeus reagiram ao ato terrorista de direita realizado por um, até então, insuspeito cidadão norueguês. Pois não é que muitos “bravos” foram dedicados às ideias racistas que embalaram a matança em Oslo e na ilha de Utoya?

E o que dizer da citação, em seu manifesto de 1.500 páginas, sobre a permanente “disfuncionalidade” da sociedade brasileira, um produto direto, segundo o terrorista hoje chamado de insano, da nossa miscigenação? Está aí contido o puro racismo, infelizmente compartilhado por muitos e muitos outros concidadãos de uma Europa marcada pelo crescimento da xenofobia e do racismo em pleno século XXI.

O fenômeno do terrorismo de direita é muito pouco comentado. Normalmente, vemos uma crítica contundente ao terrorismo islâmico, ao radicalismo religioso e aos diversos terrorismos de esquerda como se fossem diferentes, mais agressivos e condenáveis do que o chamado terrorismo de direita. Na verdade o terrorismo é um só. Não importa se praticado por grupos de esquerda, por fundamentalistas religiosos, por direitistas radicais ou por agentes a serviço de governos constituídos, vários dos quais legítimos representantes de regimes democráticos.

Trata-se de uma manifestação execrável, que geralmente atinge civis, gente inocente que nem imagina o motivo pelo qual está sendo assassinada, massacrada. Por isso mesmo o terrorismo deve ser veementemente condenado, seja de que origem for. O que não vale é alegar que todos os terroristas brancos e confessadamente de direita sejam tratados como loucos enquanto aos outros se atribui um motivo torpe e intolerante.



*Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

domingo, 24 de julho de 2011

Filósofo Renato Janine Ribeiro fala de ética e política


Confira a entrevista do filósofo Renato Janine Ribeiro no Programa do Jô. Ele é contra a criação de novos estados no Pará.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Saiba mais sobre o fenômeno da Globalização


Processo ocorre desde a época das grandes navegações.
Assista ao vídeo.

Claudio Falcão, professor de geografia do Curso e Colégio pH, dá uma aula sobre o processo de globalização.

A globalização não é nova, ocorre desde a época da grandes navegações, segundo Falcão.

A cada etapa de expansão do capitalismo, há novas fases com características peculiares. Há aspectos culturais e econômicos.



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sinto Vergonha de Mim (Rui Barbosa)

Texto de Cleide Canton e Rui Barbsa por Rolando Boldrim.


SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !

(Autoria real desconhecida)
***

” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.

(Rui Barbosa)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Revisão sobre Sobre Max Weber

Saiba mais sobre o pensamento de Max Weber



Saiba mais sobre o Marxismo

Professor dá aula sobre as características do Marxismo


Dicas de estudos com o Prof. Heitor de Sociologia da Oficina do Estudante de Campinas - SP

Oficina do Estudante, o cursinho que mais aprova nos vestibulares da UNICAMP, FUVEST, UNESP, UFSCAR E UNIFESP.

Marx e o Marxismo


Materialismo dialético e histórico

Em linhas iniciais, cumpre começar nosso estudo afirmando que o materialismo Moderno é uma criação de Friedrich Engels (1820-1895), companheiro político e parceiro intelectual de Karl Marx (1818-1883).

Engels chegou ao comunismo através de uma crítica que fez ao sistema capitalista, dizendo que esse modo de produção econômico não tem nenhum valor absoluto (como muitos pensavam), nem eterno. Se há algum valor no capitalismo, esse valor é histórico.

O Materialismo é, grosso modo, uma corrente filosófica que sustenta a ideia de que toda sociedade só sobrevive se somente se houver um modo de produção material, um conjunto de bens e serviços, que possibilitem a existência dos indivíduos. Sendo assim, o modo de produção de uma determinada sociedade determina o modo como ela estabelece seu conjunto de idéias (ideologia) que, via de regra, justifica e legitima o modo de produção. A base material de uma sociedade, segundo o materialismo marxista, também determina as relações sociais (Cf. MARX, Karl. In. MONDIN, B. Curso de Filosofia, vol. III. Paulus).

Entretanto, podemos entender a partir das ideias de Marx o materialismo sob dois aspectos: o dialético e o histórico. No primeiro caso, devemos considerar as leis supremas que regem a totalidade da realidade (leis naturais, o espírito absoluto, como pensava Hegel). No segundo caso, devemos entender as leis particulares que regem o modo de produção econômica que foi-se tecendo ao longo dos anos.

Karl Marx herda de Hegel a perspectiva dialética. Se este último pensava que havia luta, conflito, no âmbito do espírito que, a partir de tese e antítese, fazia suscitar uma síntese, Marx materializa esse método dizendo que a história também parece ser regida por tais forças. O materialismo dialético entende o real como um processo que está acontecendo por meio de antagonismos permanentes. Para Marx conflito e a luta marcam as relações econômicas e, por conseqüência, as relações entre os indivíduos. Tanto que, em um de seus escritos, Marx vai dizer que a lógica de todo trabalho dos proletários é o movimento. Por isso é necessário lutar sempre, já que o real não é absoluto, mas processo permanente de movimento, de mudança.

História e realidade

É preciso, compreender algo importante: “Marx não faz distinção entre história e realidade: para ele a única realidade é a da história, a qual, por sua vez, não é nada mais do que a evolução da matéria” (cf. MONDIN, B. Curso de Filosofia, vol. III. Paulus, pág. 101.). Daí é possível concluir que o materialismo histórico é uma concepção segundo a qual o fator determinante na existência humana é o material, ou na linguagem marxista, o econômico. Aquele que advém do modo de produção.

Segundo a perspectiva marxista, toda a história é marcada pela luta de classes (cf. MARX, K. Manifesto do Partido Comunista, Martin Claret, pág. 45). No período clássico, o cidadão da Polis dominava o escravo e o estrangeiro através das forças produtivas que lhes pertencia; na época Medieval, o servo era oprimido pelo poder (político-econômico) do senhor feudal; no neoclassicismo, com o surgimento da indústria, o comerciante e/ou industrial explorava o pequeno operário; no auge do capitalismo, o burguês aliena e explora o trabalho proletário. E assim é a história: um contínuo conflito onde as classes (escravo, cidadão, senhor feudal e servo, burguês e proletário...) lutam entre si. E o final dessa luta ocorrerá quando se houver superado a luta de classes... quando o comunismo chegar. Aliás, esse modelo político, na visão de Karl Marx, é inevitável. O próprio capitalismo, com seu antagonismo, produziria sua morte. Na linguagem do filósofo: “A burguesia produz, acima de tudo, seus próprios coveiros. Seu declínio e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis” (cf. MARX, K. Manifesto do Partido Comunista, Martin Claret, pág. 57). Mas para chagar ao comunismo, salienta Marx, é preciso estabelecer a ditadura do proletariado. E se preciso, usar forças violentas para estabelecer uma sociedade perfeita. Leia-se: comunista.

Infraestrutura e Superestrutura

No materialismo marxista, a consciência dos indivíduos é determinada pelas relações econômicas que, por meio do modo de produção, produzem os bens materiais necessários à vida. Marx chama de Infraestrutura o conjunto dos meios de produção de uma sociedade. Mas o que dá suporte e legitimação ao modo de produção é a ideologia, conjunto de idéias dominantes que geram, justificam e legitimam a exploração e/ou alienação do trabalho operário. A ideologia faz parte do que Marx chama de Superestrutura. Trata-se de um cabedal de idéias, filosofias e justificativas teorias (provindas, principalmente, do direito, da filosofia e da religião) que estão a serviço das classes dominantes e servem para legitimar a exploração. Isso porque todos os meios de produção (tanto intelectual quanto material) estão nas mãos dos burgueses. Eles detêm o poder de produção ideológica e material. Logo, “como é natural, a burguesia concebe o mundo em que domina como o melhor dos mundos possíveis” (MARX, K. Manifesto do Partido Comunista, Martin Claret, pág. 75).

Mais-Valia

Através da Mais-valia, a burguesia ou os senhores que detém o modo de produção exploram o operário. Este, trabalha mais e intensamente, além de sua capacidade, e é pago por um valor inferior. Numa palavra, o trabalhador é explorado. Ele vende sua força produtiva (trabalho), produz bens materiais, é explorado e enriquece ou dá lucro ao burguês. A esse processo de produção para o enriquecimento de outrem, no caso, do senhor burguês, damos o nome de alienação. Através deste processo, o capitalista se apropria do trabalho do operário. E não é demais relembrar: tudo isso acontece normalmente, mascarado pela Superestrutura.

_______________________

Bibliografia

1. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda - MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de Filosofia. Moderna: São Paulo, 2000;

2. CARDOSO, Fernando Henrique - IANNI, Octavio. Homem e Sociedade: Leituras básicas de sociologia geral. Editora Nacional: São Paulo, 1976;

3. MARX, Karl - Engels, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Martin Claret São Paulo, 2000;

4. MONDIN, Battista. Curso de Filosofia Vol. 3. Paulus: São Paulo, 2003;

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Saiba mais sobre a teoria do branqueamento na sociedade brasileira do final do século XIX

MODESTO BROCOS


1895 MODESTO BROCOS
Reprodução

Obra de Modesto Brocos (1852-1936), "Redenção de Cã", 1895, Museu Nacional de Belas Artes

A visão da afrodescendência como problema foi bastante dominante na sociedade brasileira no final do século XIX e não deixou de se fazer presente nas artes visuais em obras que continuam a construir um local secundário e marginal para os negros. O quadro emblemático a esse respeito é a obra A redenção de Cam de Modesto Broccos.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Confira a correção da prova de Sociologia da UEM (Inverno de 2011)

SOCIOLOGIA

Questão 01
“Ao analisar os Arapesh, os Munduguno e os Chambuli, três povos da nova Guiné, na Oceania, Mead percebeu diferenças significativas. Entre os Arapesh não havia diferenciação entre homens e mulheres, pois ambos eram educados para ser dóceis e sensíveis e servir aos outros.
Também entre os Mundugunos não havia diferenciação: indivíduos de ambos os sexos eram treinados para a agressividade, caracterizando-se por relações de rivalidade, e não de afeição. Entre os Chambuli, finalmente, havia diferença entre homens e mulheres, mas de modo distinto do padrão que conhecemos: a mulher era educada para ser extrovertida, empreendedora, dinâmica e solidária com os membros de seu sexo. Já os homens eram educados para ser sensíveis, preocupados com a aparência e invejosos, o que os tornava inseguros”
(TOMAZI, Nelson Dácio. Sociologia para o ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2010, p. 173).
Considerando o texto acima e o que a Sociologia aceita como válido para o tema da diversidade étnica, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) Segundo a Sociologia, a não diferenciação dos papéis masculinos e femininos entre os Arapesh e os Mundugunos indica o seu atraso cultural, quando comparados às sociedades contemporâneas ocidentais.
02) Dos povos mencionados no texto, apenas o padrão educacional dos Chambuli pode ser enquadrado no que Émile Durkheim denomina fato social.
04) Pode-se concluir do texto que a cultura vigente em uma determinada sociedade contribui para o estabelecimento das diferenças existentes entre a personalidade feminina e a masculina.
08) Para a Sociologia, a educação que os Chambuli fornece aos homens não é adequada, porque contraria as características naturais da masculinidade.
16) A diversidade de valores religiosos e de modos de produção encontrada na história da humanidade ajuda a compreender os motivos pelos quais, em diferentes grupos e momentos históricos, homens e mulheres assumiram papéis diferenciados na sociedade.
Questão 02
O fenômeno religioso ocupa um importante espaço nas preocupações sociológicas. Considerando o tratamento sociológico desse tema, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) Dada a importância que possui para as relações sociais, a religião é uma instituição que influencia outras instituições, como a família e o Estado, mas não pode ser por estas influenciada.
02) A Sociologia comporta teorias diversas sobre o fenômeno religioso. Entretanto, todas elas enfatizam seu papel na promoção da estabilidade social e não nas mudanças sociais.
04) Para Durkheim, a religião tem a função de reforçar a solidariedade social, ou seja, a coesão da sociedade.
08) Os dogmas religiosos dizem respeito a verdades irrefutáveis mantidas pela fé. Para serem reconhecidos como válidos, eles não requerem uma justificação científica.
16) O termo “Igreja” só se aplica às manifestações religiosas de origem ocidental. Nas demais sociedades, as manifestações religiosas devem ser compreendidas como seitas.
Questão 03
Os fatos sociais são definidos por Émile Durkheim, um dos fundadores da Sociologia, como o objeto fundamental dessa ciência. Sobre esse conceito, assinale o que for correto.
01) Os fatos sociais são exteriores aos indivíduos, possuindo existência concreta que ultrapassa as vontades e pensamentos dos membros de uma sociedade, tomados isoladamente.
02) Os fatos sociais são coercitivos, portanto, exercem pressão sobre os indivíduos com o objetivo de submetê-los às suas determinações, normas e regras.
04) Os fatos sociais são anteriores aos membros das coletividades, pois já existem antes da chegada de cada um dos indivíduos e, provavelmente, continuarão a existir após as suas mortes.
08) A coerção exercida pelos fatos sociais é apenas de natureza física, ou seja, manifesta-se somente pela ameaça de castigos corporais ou pela privação da liberdade.
16) Os fatos sociais não se aplicam à totalidade dos membros de uma sociedade. Estão excluídos do seu alcance de sujeição e determinação os membros do
grupo intelectual e economicamente dominante.
Questão 04
Sobre os conceitos de poder político e de autoridade no pensamento de Max Weber, assinale o que for correto.
01) O poder político se converte em autoridade em governos considerados legítimos por aqueles que vivem sob as suas ordens.
02) A autoridade de tipo tradicional é própria da sociedade onde impera o princípio da lei e dos
acordos racionalmente estabelecidos.
04) A autoridade pode fundamentar-se no reconhecimento de qualidades excepcionais daquele
que a exerce. Nesse caso, estamos diante de uma autoridade de tipo carismática.
08) Uma autoridade racional-legal exerce o poder seguindo suas próprias regras, sem interferências ou controles externos que limitem sua atuação.
16) Em situações concretas, as autoridades de tipos racional-legal e carismático podem se combinar e garantir legitimidade a um governo.
Questão 05
Considerando a perspectiva sociológica exposta no texto a seguir, assinale o que for correto.
“[...] a sociedade pode ser concebida como interação simbólica, ou seja, não existem estruturas que coagem os homens, existem interações que eles estabelecem entre si a partir dos símbolos partilhados. Símbolos remetem a estruturas de signos, de significantes e significados.
Remete a questões da cultura. Essa perspectiva dá ênfase aos aspectos ‘encobertos’ e subjetivos do comportamento, acreditando que o comportamento humano só seria comportamento em termos do que as situações simbolizam”
(SILVEIRA, Emerson S.. A sociedade em queda livre? In Sociologia Ciência & Vida, número 27, s/d, p. 57).
01) As regras de comportamento que organizam as sociedades humanas são relativamente estáveis e não podem ser negociadas pelos atores em suas interações cotidianas.
02) Símbolos são definições rígidas e derivadas de contratos formalmente contraídos com o objetivo de garantir a ordem e a estabilidade social.
04) A sociedade não possui uma existência objetiva independente dos atores sociais. Na verdade, é o resultado das ações e interações estabelecidas entre eles.
08) As regras que definem a vida em sociedade só existem efetivamente quando indivíduos concretos se comunicam por meio de um complexo simbólico comum.
16) Um mesmo comportamento social pode ser interpretado de formas distintas em situações e contextos diferentes.
Questão 06
Sobre o modelo fordista-taylorista de organização do trabalho, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) Os princípios fordistas visam à produção em série de produtos personalizados de acordo com as demandas do mercado consumidor.
02) A parcialização do trabalho implementada no fordismo fez com que o trabalho executado pelos operários se tornasse mais agradável e menos extenuante.
04) A parcialização fordista ganhou impulso e maior eficiência com a introdução da linha de montagem acoplada à esteira mecânica desenvolvida por Frederick Taylor.
08) O taylorismo pregava a necessidade de um rígido controle e fiscalização da atividade dos operários.
16) Uma das metas do modelo fordista-taylorista era a expropriação do “saber fazer” dos operários e a concentração desse conhecimento nos setores de planejamento das indústrias.
Questão 07
Toda sociedade desenvolve mecanismos de controle social com o objetivo de fazer com que cada indivíduo adote comportamentos esperados.
Sobre esse assunto, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) A família, como esfera privada da vida regida por sentimentos e laços de sangue, não participa dos processos de controle social.
02) A polícia e o judiciário são instituições que exercem controle social de tipo formal e são próprias de sociedades complexas.
04) A religião é uma importante instituição de controle social, devido a sua alta eficiência na definição de comportamentos socialmente aceitos.
08) O controle social para ser eficiente deve combinar a transmissão de valores com estratégias de coerção.
16) Nas sociedades complexas, ocorre uma tendência de substituição de estratégias difusas de controle pela sua institucionalização formal, o que pode ser observado pelo incremento do aparato jurídico e policial.

Questão 08
Assinale o que estiver correto a respeito das relações entre os meios de comunicação e a vida política no Brasil.
01) Durante o Estado Novo, o rádio foi utilizado pelo governo para divulgar programas educativos, promover a imagem de Getúlio Vargas e disseminar uma ideologia de caráter nacionalista.
02) Os governos militares que resultaram do golpe de 1964 não investiram em infraestrutura de telecomunicações porque avaliaram que isso poderia dificultar seu projeto de controle social.
04) Para caracterizar seu compromisso com a liberdade de expressão, os autores da Constituição Federal de 1988 decidiram não legislar sobre os meios de comunicação.
08) A televisão, então recém-implantada no Brasil, foi um recurso fundamental na campanha eleitoral que levou Juscelino Kubitschek à Presidência da República, em 1955.
16) A última campanha eleitoral brasileira demonstrou que as redes sociais na Internet ainda não são utilizadas pelos políticos como recursos de comunicação com os eleitores.
Questão 09
Sobre o Estado de Bem-Estar Social, que surge no contexto das graves crises do capitalismo mundial no início do século XX, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) Os princípios desse tipo de Estado intervencionista foram elaborados por John Maynard Keynes, a partir da revisão da teoria econômica clássica que pregava o livre mercado.
02) As políticas de pleno emprego foram os principais mecanismos de intervenção do Estado de Bem-Estar Social para reverter a crise econômica gerada pela superprodução.
04) O estabelecimento desse tipo de Estado implicou considerável expansão da estrutura de administração pública e elevação do gasto público.
08) Estados de Bem-Estar Social plenos foram implementados principalmente em nações com baixos níveis de crescimento econômico e com altas taxas de desigualdade, visando a reverter essa situação e a promover o desenvolvimento.
16) A fixação de taxas de juros bastante reduzidas foi
uma das estratégias utilizadas pelo Estado de BemEstar Social para incentivar a produção industrial a absorver a força de trabalho no contexto de crise.
Questão 10
Sobre o conceito de etnocentrismo, leia o texto a seguir e assinale o que for correto.
“O etnocentrismo, de fato, é um fenômeno universal. É comum a crença de que a própria sociedade é o centro da humanidade, ou mesmo a sua única expressão. As autodeterminações de diferentes grupos refletem este ponto de vista. Os Cheyene, índios das planícies norteamericanas, se autodenominavam ‘os entes humanos’; os Akuáwa, grupo Tupi do Sul do Pará, consideram-se ‘os homens’; da mesma forma que os Navajo se intitulam ‘o povo’. [...] É comum assim a crença no povo eleito, predestinado por seres sobrenaturais para ser superior aos demais. Tais crenças contêm o germe do racismo, da intolerância, e, frequentemente, são utilizadas para justificar a violência praticada contra os outros”
(LARAIA, Roque de B.. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Zahar, 2003).
01) O preconceito direcionado a outras culturas é característica de sociedades ágrafas, não sendo verificado em organizações sociais complexas.
02) O etnocentrismo frequentemente se manifesta pela crença numa predestinação baseada em argumentos religiosos.
04) A autodeterminação de um povo como centro da humanidade é uma estratégia consciente de afirmação de sua identidade diante da opressão exercida por outros povos; portanto, não está associada ao racismo e à intolerância.
08) As crenças de um povo sobre a sua própria superioridade acarretam sentimentos de solidariedade que se manifestam pelo estabelecimento de relações de amizade e cooperação mútua com outros povos.
16) Ao se definirem como “os entes humanos”, os Akuáwa excluem da humanidade todos aqueles que não fazem parte do seu grupo, o que pode engendrar práticas violentas contra esses outros.
Questão 11
Sobre o tema diversidade cultural, leia o texto a seguir, que aborda as práticas de mutilação genital existentes em sociedades como Somália e Djibuti, e assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
“Uma outra perspectiva em relação à mutilação genital feminina é aquela defendida pelos relativistas culturais. Eles argumentam que a perspectiva dos direitos humanos é etnocêntrica. Os relativistas culturais percebem as intervenções que interferem nessa prática como pouco mais que ataques neoimperialistas às culturas africanas.
De acordo com a perspectiva defendida por eles, qualquer discurso sobre ‘direitos humanos universais’ nega a soberania cultural de povos menos poderosos. Além disso, a oposição à mutilação genital feminina compromete a tolerância e o multiculturalismo e promove atitudes racistas”
(BRYM, Robert J.. Sociologia: sua bússola para um novo mundo. São Paulo: Cengage Learning, 2006, p. 89).
01) O texto defende a ideia de que não haveria um ‘ser humano’ em abstrato e geral a partir do qual poderiam ser definidos direitos individuais ou coletivos com validade universal.
02) Os defensores dessa perspectiva relativista entendem que os chamados direitos humanos são, na realidade, a expressão da cultura ocidental, política e economicamente dominante.
04) Segundo o texto, os relativistas entendem que a soberania cultural das nações é algo que deve ser preservado, mesmo diante de práticas que aparentemente pareçam ser absurdas e injustificáveis.
08) Pode-se concluir, a partir do texto, que a oposição à mutilação genital feminina é considerada etnocêntrica pelos relativistas culturais porque é resultado da adoção dos valores e costumes das sociedades ocidentais como referência para definir o que é certo ou errado.
16) O argumento proposto pela perspectiva relativista, segundo o texto, expõe a complexidade do mundo contemporâneo, no qual princípios supostamente universais se contrapõem a elementos culturais particulares de uma ou de outra sociedade.
Questão 12
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) sobre as mudanças sociais no Brasil.
01) O golpe militar de 1964 não contou com o apoio das classes médias e populares, bem como não promoveu mudanças econômicas significativas no país. O aventado milagre econômico correspondeu a uma ilusão produzida e divulgada pelos militares.
02) Nas décadas de 1950, teóricos da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina) defenderam que a industrialização levaria a uma mudança na sociedade brasileira, tornando-a independente dos países ricos.
04) Vários analistas consideraram que a mudança na estrutura do poder político, ocorrida em 1930, caracterizou uma revolução pelo alto, já que se realizou sem ampla mobilização e participação popular.
08) O lema “Ordem e Progresso” do movimento que proclamou a República indicava o interesse dos seus dirigentes de condicionar as mudanças na estrutura do poder político à manutenção da ordem social então vigente.
16) Enquanto em vários países o movimento estudantil da década de 1960 reivindicava mudanças sociais, no Brasil, ele estava ao lado das forças que desejavam promover a ordem e a conservação da sociedade.
Questão 13
“Não podemos deixar de perceber que agimos condicionados pelas experiências que acumulamos no passado. Como nos socializamos via grupos sociais, estes também limitam o espectro de opiniões que podemos suportar. Nossas ações e percepções acerca de nós mesmos são desenhadas pelas expectativas dos grupos dos quais fazemos parte. É por isso que coisas que nos parecem óbvias nada mais são do que um conjunto de crenças que mudam conforme as características dos grupos aos quais nos filiamos”
(JUNIOR PAIVA, Yago Euzébio Bueno de. Viver e pensar o cotidiano. In Sociologia. Ciência & Vida. Ano III – Edição 32 – Dezembro/2010, p. 15).
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) sobre o texto acima e sobre os temas que ele aborda.
01) Pode-se concluir do texto que os juízos que fazemos de nós mesmos são falsos, já que é a sociedade que os determina.
02) O fenômeno da socialização está abordado no texto. Ele é utilizado pela Sociologia para designar o aprendizado das normas e das crenças que vigoram numa determinada sociedade.
04) Pode-se concluir do texto que as crenças nutridas pelos indivíduos se constituem objetos de interesse da Sociologia.
08) De acordo com o autor do texto, o indivíduo é livre quando seus valores são construídos autonomamente, independente da sociedade.
16) Se nossas percepções sobre nós mesmos têm origem exterior, elas podem ser consideradas um fato social.

Questão 14
Assinale a(s) alternativa(s) que corresponde(m) corretamente às afirmações de Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber sobre o trabalho e os processos vinculados a ele.
01) Nas distintas sociedades, as regras que organizam a divisão social do trabalho têm correspondência com aquelas que fundamentam sua coesão.
02) Os homens transformam a natureza por meio do seu trabalho. Os distintos modos de produção resultam das maneiras específicas por meio das quais aquela transformação acontece.
04) Nas sociedades modernas, a coesão social está diretamente relacionada à complexidade da divisão do trabalho.
08) No capitalismo, o trabalhador não possui os meios de produção e, por isso, precisa vender sua força de trabalho para sobreviver.
16) Ao considerar o trabalho uma ação virtuosa, que dignifica o indivíduo, a Reforma Protestante contribuiu para a emergência do capitalismo ocidental.
Questão 15
Sobre os fatores relacionados ao surgimento da Sociologia, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) A Revolução Científica, iniciada no século XVI, ao propor a substituição da razão teológica pelo conhecimento derivado de evidências empiricamente observáveis, contribuiu para que a organização social deixasse de ser entendida como um dado natural ou desígnio divino e passasse a ser objeto de questionamentos.
02) A Sociologia surge no contexto das Revoluções Democráticas do século XVIII como um instrumento de recomposição da ordem monárquica abalada pela crítica à legitimidade teológica das lideranças políticas.
04) A Revolução Industrial acarretou uma série de problemas sociais, sendo a maioria decorrente da significativa concentração da população nas cidades ao redor das nascentes indústrias. A necessidade de compreensão dessa nova experiência urbana impulsionou decisivamente o surgimento da Sociologia.
08) A Reforma Protestante, com a crítica ao dogma católico e a defesa da razão técnica, favoreceu a proposição de uma ciência objetiva da sociedade.
16) As Revoluções Democráticas do século XVIII, ao questionarem as monarquias baseadas em princípios teocráticos, atribuíram aos homens a tarefa de construir sua própria ordem social, segundo seus anseios e necessidades. Com isso, favoreceram o surgimento de uma ciência da sociedade que teria a função de apontar caminhos para a resolução dos problemas sociais.
Questão 16
Em entrevista concedida a uma revista nacional, a subsecretária-geral da ONU e diretora do Programa nas Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, Anna Tibaijuka, ao ser perguntada sobre o futuro das cidades na atual ordem global, respondeu da seguinte maneira:
“Há vários futuros. Algumas cidades têm futuro brilhante: criação de oportunidades, melhoria e aperfeiçoamento da qualidade de vida, ampliação das liberdades sociais, culturais e políticas. Outras têm futuro menos promissor, com declínio natural e perda da importância, não só em âmbito internacional, mas também nacional. Quando examinadas a partir da perspectiva regional, algumas regiões como a Ásia vão prosperar enquanto outras, como a África Subsaariana, continuarão lutando pela prestação de serviços básicos. Se a falta de moradia adequada e de serviços básicos (que é um problema de governo) não for solucionada, o número de moradores de favelas nas cidades vai aumentar, o que consequentemente ampliará o fosso urbano; a agitação social e os movimentos sociais tenderão a aumentar, impondo risco à vida nas cidades”
(Entrevista concedida à Revista Desafios do Desenvolvimento, IPEA, fevereiro-março de 2010, ano 7, n.º 59, p. 13).
Considerando as afirmações da subsecretária-geral da ONU e o tema “As transformações no espaço urbano e rural”, assinale o que for correto.
01) A globalização dos mercados não é acompanhada, necessariamente, por uma distribuição da riqueza que seja capaz de reduzir os problemas urbanos existentes em várias regiões do mundo.
02) Parte significativa dos problemas urbanos atuais já não decorre do êxodo rural, mas do modo de inserção das cidades na economia global.
04) Segundo Anna Tibaijuka, as cidades africanas estão condenadas ao subdesenvolvimento, ao contrário das cidades asiáticas.
08) A expressão “fosso urbano” é empregada para caracterizar as desigualdades de acesso aos equipamentos urbanos por diferentes grupos e classes sociais.
16) Pode-se concluir do texto que nas cidades europeias não ocorre falta de moradias adequadas e de serviços urbanos básicos.


Questão 17
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) sobre o tema uniões familiares e o texto que o discute: “Em 1949, na cidade de Mossoró, o casal Elizabeth e Rafael Negreiros, para entrar na Igreja e celebrar seu casamento, teve que pedir uma autorização especial ao papa. Apesar de serem habituais os casamentos consanguíneos na região, a oficialização daquela união pareceu exagerada ao pároco local. De fato, o pai da noiva, Solon, era irmão do pai do noivo, Manoel. Maricota, a mãe dos pais dos noivos, era mãe da outra avó de Rafael. Para complementar, Solon e Manoel ainda eram casados com primas, Júlia e Sinhá. O padre achou que estava diante de um caso de incesto”
(Trecho de reportagem da revista Veja de 13.02.2002, citado por OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Introdução à Sociologia. Série Brasil. São Paulo: Ática, 2006, p. 160).
01) O incesto diz respeito a regras que proíbem o casamento entre determinados indivíduos dentro de um mesmo grupo familiar. Tais regras variaram ao longo do tempo e assumiram diferentes conteúdos nas diversas sociedades.
02) A família monogâmica é aceita pela Sociologia como o tipo familiar ideal e mais evoluído da história humana.
04) Pode-se concluir do texto que, na cidade de Mossoró, os casos de casamento entre irmãos são muito frequentes.
08) As demandas atuais pelo reconhecimento de uniões entre pessoas do mesmo sexo são exemplos de processos que pretendem expandir a definição legal e social de família vigente nas sociedades contemporâneas.
16) Pode-se concluir do texto que a religião é uma das instituições que detêm o poder de definir os critérios de validade para as uniões familiares.
Questão 18
Assinale o que for correto sobre o processo produtivo nas sociedades capitalistas contemporâneas.
01) Ao contrário do que estabelecia o Estado de BemEstar Social, atualmente, as relações entre empregadores e empregados são reguladas por legislações trabalhistas rígidas e extensas.
02) O processo produtivo é descentralizado numa escala transnacional, embora o poder de decisão sobre ele se mantenha concentrado.
04) O trabalho temporário diminui drasticamente, sendo utilizado apenas em períodos de crescimento das demandas de consumo.
08) Ao contrário da especialização requerida pelo modelo fordista, nas sociedades capitalistas contemporâneas, exige-se versatilidade do trabalhador, de modo que ele possa desempenhar distintas funções.
16) O alto grau de automação existente nas distintas fases do processo produtivo favorece o pleno emprego e o fortalecimento da capacidade de organização política dos trabalhadores.
Questão 19
Assinale o que estiver correto sobre o impacto dos meios de comunicação nas sociedades contemporâneas.
01) Com a popularização do acesso à Internet no Brasil, que tem início na segunda metade da década de 1990, veículos como a televisão e o rádio tornaram-se cada vez mais obsoletos.
02) No mundo moderno, como as pessoas são estimuladas a desenvolver, individualmente, seus próprios gostos e estilos de vida, a publicidade praticamente não influencia a definição dos padrões de consumo.
04) Com a globalização dos fluxos comerciais, ocorre, em determinadas sociedades, uma vasta oferta de bens culturais dos mais variados tipos, o que estimula, segundo alguns sociólogos, a diversidade de estilos de vida.
08) O conceito de indústria cultural está associado à produção em série e ao consumo massificado de bens culturais.
16) Pode-se dizer que, com a expansão mundial da Internet, o debate sobre a regulação dos meios de comunicação alcançou um patamar global, mostrando os limites da ação do Estado nacional em certos aspectos da vida contemporânea.
Questão 20
Considerando o conceito de classe social, assinale o que for correto.
01) Os indivíduos definem subjetivamente a sua classe de pertencimento por meio da sua auto identificação com um grupo.
02) As classes sociais são compostas por indivíduos que ocupam uma mesma posição na estrutura produtiva de uma sociedade.
04) A oposição entre as classes sociais em cada modo de produção foi a principal geradora das grandes transformações históricas por que passou a humanidade até o presente momento.
08) As relações entre burguesia e proletariado no modo de produção capitalista são marcadas pela cooperação produtiva, tendo em vista o objetivo comum de elevação da produtividade.
16) Na sociedade capitalista, a causa fundamental para a divisão entre as classes sociais é a propriedade privada.

GABARITO OFICIAL
QUESTÃO ---------------------RESPOSTA--ALTERNATIVAS CORRETAS