sexta-feira, 12 de julho de 2013

Fala jovem doutor



Rogério de Souza Silva: A periferia pede passagem: trajetória social e intelectual de Mano Brown







Rogério de Souza e Silva, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, fala sobre sua tese A periferia pede passagem: trajetória social e intelectual de Mano Brown. Orientada pelo professor Rubem Murilo Leão Rêgo. Para Rogério o hip hop é a forma que muitos jovens encontram para denunciar a situação das periferias das grandes cidades. Ele analisa a influência do movimento na vida dessas pessoas, tomando como exemplo a biografia de Mano Brown - líder do grupo Racionais MCs.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Pio Penna Filho comenta o big brother de Barack Obama

Espionagem e Terror

 Pio Penna Filho

Duas das democracias mais consolidadas do mundo vem abusando insistentemente da espionagem indiscriminada em nome da guerra ao terror. Aproveitando-se do fato de que vivemos numa sociedade da informação e do alto grau de conectividade digital dos tempos atuais, Estados Unidos e Inglaterra uniram esforços para construir uma vasta rede de espionagem contra pessoas espalhadas pelo mundo.
Causa espanto o fato de que as denúncias contra tal estado de coisas tenham sido, pelo menos até o presente momento, muito tímidas. Poucos governos até agora protestaram contra essa prática que nos lembra a ação de uma espécie de “big brother” e que até pouco tempo atrás era imediatamente associado a estados totalitários.

EUA espionam o mundo
Não fosse a ação da organização WikiLeaks e de um ou outro funcionário do governo norte-americano suficientemente consciente e corajoso para tornar público a invasão do privado pelas práticas autoritárias dos democratas dos Estados Unidos e da Inglaterra, dificilmente teríamos consciência da extensão da espionagem dos governos desses países.
Tradicionalmente, e com exceção de governos ditatoriais, a espionagem costumava ter endereço certo, ou seja, era dirigida contra determinados governos e organizações consideradas potencialmente perigosas para os interesses deste ou daquele Estado. Não é mais o que se vê. Agora, somos todos suspeitos.
Nossas mensagens de e-mail e conversas telefônicas estão sendo submetidas ao crivo dos agentes/espiões dos Estados Unidos e da Inglaterra, sem o menor pudor. Sociedades espalhadas pelo mundo encontram-se sob vigilância indiscriminada e esses Estados coletam informações permanentemente, sejam elas relacionadas exclusivamente à nossa vida privada, sejam elas associadas a posições políticas.
Algo está muito errado e é preciso reagir. É bom lembrar que o dedo acusatório dessas duas grandes potências até bem pouco tempo atrás era dirigido contra regimes autoritários que agiam da mesma forma.
Esse tipo de prática não costuma terminar bem. A história nos mostra que governos que tentam controlar as suas sociedades enveredam por caminhos sinuosos e, acima de tudo, contrários à prática da boa democracia. De boas intenções, o inferno está cheio, como diz um sábio ditado popular.
Ou reagimos ou sucumbiremos. Não se trata de ficar apenas à espera da reação das sociedades dos dois países espiões. Eles não estão vigiando apenas os seus cidadãos, o que já seria um absurdo. Os seus tentáculos espalharam-se pelo mundo sem fronteiras da sociedade em rede. É preciso dar um basta nisso enquanto ainda é tempo.

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*Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Confira um documentário sobre as cotas raciais na UnB


Documentário "Raça Humana" revela bastidores das cotas raciais na UnB








O País da miscigenação se vê com uma questão espinhosa: as cotas raciais nas universidades. Para falar sobre um assunto considerado tabu, o documentário "Raça Humana" ouve alunos -- cotistas e não-cotistas, professores, movimentos organizados e partidos políticos. Aos poucos, questões seculares e mal-resolvidas da história do Brasil ressurgem, tendo como pano de fundo a discussão das cotas. "Raça Humana" foi vencedor da categoria Documentário, na 32ª edição do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, em 2010. Esclarecendo que, todos os diretos autorais pertencem a TV Câmara.
 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pio Penna aborda a questão da fome na Coreia do Norte

Fome na Coreia do Norte 
Os norte-coreanos estão prestes a reviver um dos seus piores pesadelos dos anos 1990, qual seja: uma nova crise alimentar. O belicoso regime da dinastia dos Kim não consegue nem produzir e nem tampouco comprar alimentos para abastecer a população do país, já por demais sofrida com a quase absoluta falta de libe...rdade.
 
No Brasil pouca gente sabe, mas na segunda metade da década de 1990 a escassez generalizada atingiu de forma mortal aproximadamente um milhão de pessoas (as estatísticas variam muito, indo de seiscentos mil a dois milhões e meio de mortos) Essa gente morreu lentamente, em decorrência da fome, que chegou de forma gradativa.
Relatos dos sobreviventes que conseguiram fugir do país em direção à China e à Coreia do Sul traçam um quadro dramático, no qual as pessoas iam definhando e se transformando em cadáveres vivos, até sucumbirem por inanição. Literalmente, não havia o que comer em várias partes do país, principalmente nas cidades do interior.
A grande fome dos anos 1990 veio na sequência da crise do socialismo, com a extinção da União Soviética e as mudanças no regime chinês, que até então, junto com o desbaratamento dos demais países do bloco socialista, deixou a Coreia do Norte órfã e praticamente isolada do resto do mundo (assim como aconteceu, parcialmente, com Cuba).
O colapso econômico e a disposição belicosa do governo levou a uma crise interna profunda. O desemprego explodiu e a economia do país retrocedeu. Os parcos recursos do Estado foram empregados para manter os privilégios da alta cúpula do Partido dos Trabalhadores, a máquina militar em funcionamento e o estrito controle da sociedade.

O país entrou num ritmo totalmente descompassado com a modernidade e caminhou em direção ao passado. A maior parte das fábricas foram fechadas e a Coreia do Norte escureceu. Quando se observa uma foto de satélite tirada a noite nota-se, assombrosamente, o contraste da escuridão do país com o brilho de vizinhos imponentes, como a Coreia do Sul, o Japão e a China.
As perspectivas atuais não são nada boas para o povo norte-coreano. Aparentemente passou o temor de uma guerra, mas o espectro da fome está presente, talvez tanto quanto na década de 1990. Portanto, mais uma catástrofe humanitária à vista.

Confira o artigo do professor Mércio P. Gomes

Por que(m) os jovens protestam

Mércio P Gomes
Antropólogo, professor do HCTE-UFRJ
Fotos: Cortesia Katja Schirilò

É evidente que não é (essencialmente) por causa do aumento da passagem de ônibus, nem tampouco contra os pais ou contra as injustiças do país.

Ontem, dia 13 de junho, participei, um dentre algumas dezenas de coroas, da passeata que saiu do Largo da Candelária até a Cinelândia e de lá até a ALERJ e depois pela Presidente Vargas até a Central do Brasil. Participei acompanhando, batendo palmas e observando, em zigue-zague, os milhares de jovens que, auto-conscientes de suas vidas e de suas paixões, marchavam em alegre, mas contida, manifestação a propósito do aumento das passagens de ônibus. No fim da passeata encontrei meu filho de 18 anos, junto com outros colegas, todos em suas primeiras passeatas, já correndo das bombas e balas de borracha da policia. Um deles foi atingido quase no olho, tal qual a jornalista de São Paulo, soube depois.

Em certo momento divaguei que estava na passeata a favor das Diretas Já, em 1984, tal a festiva e distencionada atitude dos manifestantes. Melhor ainda: não havia um político comandando as massas, uma esperança ilusória de mudanças políticas, uma bandeira de fé. Os pequenos partidos políticos de retórica esquerdista estavam por lá, com suas bandeiras e suas tentativas de controlar, mas eram poucos militantes e não comandavam a massa. Todos pareciam saber que estavam tão somente ensaiando para algo que ainda não sabem o quê é e em quê vai dar, mas que almejam alcançar.

 Quase todo mundo tinha menos de 30 anos, estudantes universitários e colegiais. Uns engravatados e umas vestidas de executivas desceram dos seus escritórios para acompanhar, meio embevecidos, alguns um tanto emburrados. Não havia corre-corre, nem empurrões, ninguém perdeu um chinelo no meio da multidão, não se bateu carteira, não rolava bebida, apenas um leve cheiro de erva aqui e ali, quase nenhum momento de azaração. Dois casais se beijavam na boca, sendo um de mulheres. Um único cabeção estorou em frente a um banco e alguns soltavam fraquíssimos foguetes de São João e até as infantis estrelinhas. Já se aproximando da Cinelândia, vi alguém embebendo um chumaço com algum liquido, mas logo constatei que estava tão-somente molhando sua máscara cirúrgica com vinagre. Dizem que para amenizar os efeitos do gás lacrimogêneo.


Caminhavam em grupos de rapazes e moças, certamente colegas, que se abraçavam com outros grupos, de outros colégios ou faculdades, ou conhecidos de redes sociais. Sim, as redes sociais funcionaram no chamamento à passeata.

Tudo parecia improvisado. Os cartazes empunhados por moças e rapazes, alguns com máscaras do farsante, eram de papelão com dizeres em lápis coloridos que mal se enxergava a dez passos de distância. Serviam para os amigos e os fotógrafos documentarem suas ousadias.

Um carro de som se arrastava no meio da multidão puxando as rimas e palavras de ordem. “Se a passagem não baixar, o Rio vai parar”, “Ô, ô, ô, Cabral é ditador”, “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”. E o mais esperançoso: “Ô, ô, ô ... o povo acordou”. Em algum momento uma equipe da rede Globo foi encurralada na portaria da Caixa Econômica, e a Globo foi associada, numa rima engraçada, ao seu antigo apoio à ditadura.

Não havia palhaçada, gaiatices, nem palhaços, nem figuras esdrúxulas, como nas passeatas políticas da década de 1980. Nenhuma brincadeira de mau gosto, tampouco. Senti falta das figuras populares, das vestimentas extravagantes, do protesto escrachado; apenas as carrocinhas de cachorro-quente e refrigerante demonstravam que o povão estava presente, a trabalho.

Ao chegar na Cinelândia percebeu-se que a multidão estava compacta e era expressiva, quem sabe umas dez mil pessoas. E não se soube mais o quê fazer, como concluir o acontecimento. Ninguém para fazer um discurso de glória pela manifestação pacífica e orgulhosa, para fazer novos encaminhamentos, para chamar a novos propósitos. Faltou o gozo. O carro de som não podia subir nas calçadas da Praça da Câmara Municipal e virou pela Evaristo da Veiga rumo à ALERJ. Lá deu-se o momento de espetáculo, mas não da glória da passeata, ao subir as escadeiras do Palácio Tiradentes e se agarrar à estátua que adorna a Assembleia Legislativa. Mas nenhuma jovem ousou desfazer-se da blusa e do alto do pedestal empunhar a bandeira da liberdade. Pudor e acanhamento, mas falta muito ainda para a glória ressurgir.

 Até aí a policia olhava de uma distância regulamentar, aceitável para todos, que não denotava provocação. Os manifestantes apenas registravam sua presença em fotos, até deles próprios de costas para o símbolo da repressão. Porém, ao se dirigir pela 1º de Maio e dobrar para a Getúlio Vargas, começou a fuleragem. Sacos de lixo foram chutados e rasgados e um grupo de umas 30 pessoas saiu quebrando algumas vitrines, grafitando muros e destroçando as paradas de ônibus. A polícia se eriçou e a porradaria começou.

Foi quando a TV Globo interrompeu sua malsinada novela de fofocas sobre quem é pai de quem, para mostrar as cenas de vandalismo da multidão e demonstrar sua falta de compostura. E provar que tudo não passa de jovens descomprometidos com a realidade do país, sem razão e sem motivos.

Eis o busílis da questão. Há quem ache que tudo não passa de desventuras fúteis o que os jovens estão fazendo. Os noticiários televisivos nos levam a crer que é isso mesmo. Mas uma pesquisa da DataFolha de hoje mostra que mais da metade da população está a favor das manifestações dos jovens indo às ruas. Por que será?

Tem algo no ar que não pode ser desmerecido por comentários derrisórios de jornalistas de plantão e análises superficiais de sociólogos acadêmicos. Uns acham que é ato inconsequente de jovens mimados, falta do quê fazer; outras, que é gente incapacitada para o diálogo. Por que uma comissão de jovens não dialoga com o prefeito? Aos que os jovens desaforadamente respondem: “Como pode haver um diálogo entre o c... e a p...?”

Não se dialoga com a máquina da modernidade líquida, como poderia dizer Zygmunt Bauman. O diálogo sempre é falso e se dá em condições de poder do mais forte e com propósitos farsantes. A máscara do farsante cai bem a propósito da ironia dos jovens.

O Brasil – e alguém diria, o mundo – parece ter virado uma farsa cheia de mentiras, conversa mole, enganações e espetáculos. O derramamento de dinheiro para a Copa, para as Olimpíadas, se contrasta com as ruas esburacadas, com os estádios mal feitos, com as leis ridiculamente draconianas, com as sempiternas filas de hospitais, com a educação às aparências sem sentido, com o trânsito ruim demais, os trens cheios e demorados, com os ônibus – sim, os ônibus e as passagens – para deixar todo mundo revoltado, doente de frustração e de não saber o quê fazer mais. Quase todo mundo já encheu o saco de tudo isso, mas quase ninguém sabe como dizer, agir e mudar. A indiferença prevalece como auto-defesa: “O que se pode fazer, vai tudo continuar do mesmo jeito”, foi o que ouviu de um homem que olhava o acontecimento.

Esta é uma juventude do falso bem-estar brasileiro. Nasceu bem, cresceu sem inflação galopante e sem salários escorchantes, num tempo em que aos poucos o Brasil foi se paralisando. Cada um por si, que se dá um jeito. O que está aí é o que é.

Mas, por ironia à modernidade líquida, é uma juventude que quer ao menos cuidar de si. Manifesta-se pelo cuidado com amigos. Os grupos se formam naturalmente, por afinidade ou proximidade, e gostam de estar próximos. Cada grupo cuida de si, mas a inveja ou rivalidade grupal, que já foram tão naturais em outros tempos, não prevalece. Para onde derramar esse amor, ou talvez, carinho, se não há como organizar o mundo de outro modo?

Os garotos das passeatas são condenados ipso facto por serem de classe média. Mas a classe média aí está e crescendo, segundo o governo. Aliás, confundindo classe média com consumo de bens, todos querem ser classe média. Em outros tempos os bem-pensantes diziam que a classe média é quem puxa o povão. Bem que esses garotos gostariam de puxá-lo para a ribalta da luta. Mas o povão não vem porque nada lhes é confiável, ainda, muito menos para protestos contra o preço de passagens e promessas de boa educação para todos.

Os que já passaram do meio caminho da vida também estão frustrados e reclamam pelos cantos como que em desafogo. Perderam a vontade de transformar suas vidas, muito menos as injustiças do país Persistem na farsa do “deixa como estar para ver como é que fica”.

Os jovens haviam se acostumado com isso, mas procuram um meio para sair. Defendem índios e quilombolas, o vetusto Museu do Índio, qualquer pequena causa que lhes traga de volta a identidade de ser no mundo. Não sabem para onde vão, mas quem o sabe?

Quando é a próxima passeata?

sábado, 27 de abril de 2013

Confira a correção da Avaliação de Sociologia P1 do 2º bimestre (Terceiro Ano)


Avaliação de Sociologia
Terceiro Ano
 
1. (PITÁGORAS) Leia o trecho a seguir de matéria publicada na Folha Online de autoria de João Carlos Magalhães e Márcio Falcão, em 26/10/2011.

Senado aprova projeto de lei que cria Comissão da Verdade

O Senado aprovou, na noite desta quarta-feira, o projeto de lei que cria a Comissão da Verdade, grupo governamental que investigará e narrará as violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 – incluídas as da ditadura militar.
O Congresso manteve o texto enviado pelo Executivo no ano passado, permitindo uma tramitação rápida e sem debates, como queria o governo. Agora, ele irá para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
O projeto aprovado pela Câmara no mês passado segue o exemplo de dezenas de outros países que também passaram por transições de ditaduras para democracias.
No Brasil, essa será a terceira comissão a revisitar os acontecimentos do regime militar e a primeira criada na era petista.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/997321-senado-aprova-projeto-de-lei-que-cria-comissao-da-verdade.shtml .
Acesso em 06/11/2011.

A matéria relata a aprovação de um projeto para criar uma comissão que investigará fatos ocorridos no país relacionados à violação de direitos humanos.

O Brasil, como é um Estado federativo, tem como característica

a) a falta de quórum para as votações de projetos de lei.
b) a divisão desigual de poder entre o Legislativo e o Executivo, gerando atritos políticos prejudiciais ao país.
c) o bicameralismo, onde os projetos de lei são discutidos e votados na Câmara dos deputados e no Senado.
d) o extremismo entre direita e esquerda, onde a esquerda se ocupa do Executivo e a direita do Legislativo.
e) o desacordo entre estados e federação no que diz respeito às verbas governamentais.


resposta:[C]
O poder Legislativo no Brasil é bicameral, ou seja, possui duas câmaras (deputados e senadores), o que faz com que os projetos de lei sejam apreciados e votados pelo menos duas vezes.

2. (PITÁGORAS) Assinale dentre as opções a seguir aquela que contém, respectivamente, as mais altas, hierarquicamente, instituições dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

a) Ministério da Casa Civil, Presidência do Senado, Tribunal Superior Eleitoral.
b) Ministério da Fazenda, Presidência da Câmara Federal, Ministério da Justiça.
c) Presidência da República, Senado, Ministério da Justiça.
d) Presidência da República, Presidência do Senado, Supremo Tribunal Federal.
e) Presidência da República, Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal.


resposta: [E]
A opção que apresenta respectivamente, as mais altas hierarquias dos poderes executivo, legislativo e judiciário está na alternativa E: presidente da República, Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) e o Supremo Tribunal Federal (STF).


3. (PITÁGORAS) Assinale a alternativa que CONTÉM os poderes que compõem o Estado brasileiro.

a) Executivo, Distributivo e Legislativo.
b) Prefeitura municipal, Governo do estado e Governo federal.
c) Governo Federal, Senado Federal e Câmara dos deputados.
d) Executivo, Legislativo e Judiciário.
e) Policial, Secretariado e Judiciário.



resposta: [D]
Os três poderes da República Federativa do Brasil são executivo, legislativo e judiciário.

4. (UNICENTRO 2012) O termo cidadania é explicado pelo seguinte conceito:

a) Exprime a afirmação de um indivíduo diante da sociedade e do Estado.
b) É a condição de um indivíduo como membro de um Estado e portador de direitos e de obrigações.
c) Encerra uma ação recíproca de ideias, atos ou sentimentos entre indivíduos, entre grupo, ou entre ambos.
d) Expressa maneiras de agir, sentir e pensar, próprias de um grupo, da sociedade ou da civilização a que um indivíduo pertence.
e) Constitui um agrupamento de indivíduos envolvidos em um esforço organizado para promover ou resistir a mudanças na sociedade.



resposta:[B]
O conceito de cidadania sempre esteve fortemente "ligado" à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (indireto), seja ao concorrer a um cargo público (direto). No entanto, dentro de uma democracia, a própria definição de Direito, pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade.



5. (UNIOESTE 2011) O conceito de cidadania é considerado um dos mais importantes nas Ciências Sociais. Diz respeito à participação de um cidadão na comunidade, e no compartilhamento de valores comuns. Pode-se dizer que, nos últimos anos, a construção da cidadania diz respeito à própria construção da nacionalidade. Para que ela se realize plenamente, o cidadão pleno seria aquele titular de três direitos fundamentais: os direitos civis, os direitos políticos e os direitos sociais. Entre as questões abaixo, assinale a alternativa referente às características dos direitos civis.

a) Diz respeito à participação no governo da sociedade, de fazer demonstrações políticas. Através dele podemos discutir problemas do governo, de organizar partidos, de votar, de ser votado.
b) Diz respeito à vida em sociedade que garante a participação das pessoas no governo; garante a participação na distribuição das riqueza coletiva; incluem o direito à saúde, a um salário justo, ao trabalho, à aposentadoria, enfim, um mínimo bem-estar para todos.
c) Diz respeito aos direitos essenciais à vida, ao direito de propriedade e à igualdade perante a lei. Trata-se de um direito que se desdobra na garantia de ir e vir, de escolher o seu próprio trabalho, de liberdade de expressão, de não ser condenado sem processo legal regular, de garantias da liberdade individual.
d) Diz respeito aos elementos que garantem a existência de uma máquina burocrática administrativa do Poder Executivo. A ideia central desse direito é a justiça social.
e) Diz respeito à participação de poucos indivíduos no governo da sociedade. Está mais voltado para pessoas vinculadas a partidos políticos que elaboram projetos sociais.


resposta:[C]
 Diz respeito aos direitos essenciais à vida, ao direito de propriedade e à igualdade perante a lei. Trata-se de um direito que se desdobra na garantia de ir e vir, de escolher o seu próprio trabalho, de liberdade de expressão, de não ser condenado sem processo legal regular, de garantias da liberdade individual.


6. (CNDL) Observando a sua comunidade próxima, relacione as diversas formas de exercício da cidadania nela presentes e mencione os novos instrumentos tecnológicos que tornam possível a efetivação dessa participação.



resposta:
Resposta pessoal. Possibilidade de resposta: participação em associação de moradores, envolvimento com o grêmio estudantil da escola. Participação nas eleições tanto votando, como propagando a ética no voto. Atualmente temos a internet que nos possibilita outros canais de mobilização social, como o twitter, o facebook, o YouTube, dentre outras redes sociais.



7. (PITÁGORAS) A partir dos seus conhecimentos sobre o três poderes da República brasileira, responda às questões.

a) Qual a importância da autonomia dos três poderes? Justifique sua resposta.


b) O que você entende por equilíbrio entre os três poderes? Justifique sua resposta.



resposta:
a) A existência de três poderes e a ideia de que haja um equilíbrio e uma descentralização entre eles, de modo que cada um dos três exerça um certo controle sobre os outros.

b) Equilíbrio quer dizer que não há preponderância de um poder sobre o outro.

8. (PITÁGORAS) Vai acontecer uma eleição para presidente, deputado federal, senador, governador e deputado estadual. Você será um dos candidatos.

a) Escolha a qual cargo você gostaria de se candidatar e explique por que você escolheu esta função.


b) Explique a finalidade do cargo político escolhido por você.


9. (CNDL) "(...) [Cidadania] é uma palavra usada todos os dias e tem vários sentidos. Mas hoje significa, em essência, o direito de viver decentemente.
Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido.
Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento, está o respeito à coisa pública.
O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. (...)"
(Gilberto Dimenstein. O CIDADÃO DE PAPEL. São Paulo: Ática, 1993.)

Tendo por base o texto de Gilberto Dimenstein apresente alguns direitos que o exercício pleno da cidadania pode nos oferecer.


resposta pessoal e coerente com o tema cidadania.


10. (PUCRS) Por não-verdade é preciso entender (...) todas as formas e todos os níveis de ausência, de recusa e de desprezo da verdade: mentira propriamente dita, informação parcial e deformada, propaganda sectária, manipulação dos meios de comunicação e outras ainda.
(Papa João Paulo II)

Considerando os acontecimentos recentes veiculados pelos meios de comunicação no Brasil - propaganda eleitoral, escândalos políticos, conquistas econômicas e sociais, etc. - como avaliar, à luz das palavras de João Paulo II, o que lemos e ouvimos a respeito de nosso país, a fim de que possamos exercer uma cidadania consciente?
Reflita sobre essa questão e apresente o seu ponto de vista, fundamentando-o com dados da realidade, a partir desta proposta:

Verdades e mentiras a respeito de um país chamado Brasil e do povo que nele habita.


resposta pessoal e coerente com o tema proposto.




Confira a correção da avaliação de Sociologia P1 do 2º bimestre (Segundo Ano)


Avaliação de Sociologia
Segundo Ano
1. (Unicentro 2012) A cultura feita em série, industrialmente, para o grande número, passa a ser vista não como instrumento de crítica e de conhecimento, mas como produto trocável por dinheiro e que deve ser consumido como se consome qualquer outra coisa.

(COELHO, 1980, p. 26).

Sobre o tema cultura de massas, é correto afirmar:

a) O conceito de “massa” se refere apenas ao proletariado ou aos trabalhadores braçais.
b) A industrialização e a economia de mercado possibilitaram as condições necessárias para sua existência.
c) Esse tipo de cultura sempre existiu nas sociedades, independentemente da sua forma de produção.
d) A busca de reflexão e de uma atitude ativa do consumidor caracterizam a demanda da cultura de massa.
e) Sua produção é uma responsabilidade das mesmas pessoas que a consomem.


resposta:[B]

Cultura de massa é produto da indústria cultural, tipicamente de sociedades capitalistas; refere-se aspectos superficiais de lazer, gosto artístico e vestuário.
A indústria cultural está sempre “fabricando” modas e gostos, a cultura de massa só é viável em razão da invenção da comunicação em massa.


2. (PITÁGORAS) Dentre as frases a seguir, IDENTIFIQUE aquela que expressa a principal função das propagandas em uma sociedade de consumo.

a) Informar os consumidores acerca das virtudes dos produtos.
b) Divulgar o produto para atingir uma demanda já existente.
c) Esconder os problemas dos produtos.
d) Criar a necessidade de consumo do produto, alavancando assim a demanda.
e) Aumentar o consumo do produto através da divulgação da sua marca.



resposta:[D]
A principal função da propaganda em uma sociedade de consumo de massas é criar a necessidade de consumo do produto, alavancando dessa forma a demanda pelo mesmo.

3. (PITÁGORAS) Leia o texto e responda à pergunta que o segue.
 “[A] transformação do adolescente em fatia privilegiada do mercado consumidor inaugurada nos Estados Unidos, e rapidamente difundida no mundo capitalista, trouxe alguns benefícios e novas contradições. Por um lado, a associação entre juventude e consumo favoreceu o florescimento de uma cultura adolescente altamente hedonista. O adolescente das últimas décadas do século XX deixou de ser a criança grande, desajeitada e inibida, de pele ruim e hábitos anti-sociais, para se transformar no modelo de beleza, liberdade e sensualidade para todas as outras faixas etárias. O adolescente pós-moderno desfruta de todas as liberdades da vida adulta, mas é poupado de quase todas as responsabilidades.

Parece que, ao escrever isso, estou limitando o foco dessa análise aos adolescentes da elite, os únicos que, de fato, podem consumir e desfrutar da condição de jovens adultos cujos desejos e caprichos são sustentados pelos pais. Não é bem assim. Na sociedade pautada pela indústria cultural, as identificações se constituem através das imagens industrializadas. Poucos são aqueles capazes de consumir todos os produtos que são oferecidos ao adolescente contemporâneo — mas a imagem do adolescente consumidor, difundida pela publicidade e pela televisão, oferece-se à identificação de todas as classes sociais. Assim, a cultura da sensualidade adolescente, da busca de prazeres e novas “sensações”, do desfrute do corpo, da liberdade, inclui todos os adolescentes. Do “filhinho de papai” ao morador de rua, do jovem subempregado que vive na favela ao estudante universitário do Morumbi (ou do Leblon), do traficante à “patricinha”, todos os adolescentes se identificam com o ideal publicitário do adolescente hedonista, belo, livre, sensual. O que favorece, evidentemente, um aumento exponencial da violência entre os que se sentem incluídos pela via da imagem, mas excluídos das possibilidades de consumo.”

(Maria Rita Kehl, fragmento de A juventude como sintoma de cultura).

Qual das alternativas SINTETIZA o texto citado?

a) A juventude atual não está mais inserida em uma cultura universalizante de consumo. Em seu lugar, vemos uma fragmentação dos símbolos e desejos individuais de realização através do mercado.
b) Os adolescentes norte-americanos tem mais acesso a bens de consumo que os demais, o que pode ser percebido pela forma como são retratados nos meios de comunicação.
c) Os jovens desvalorizam aqueles estudiosos introspectivos, identificam-se mais com as líderes de torcida, com os esportistas, sendo sempre consumidores de alto padrão.
d) Nem todos os mais jovens são participantes da cultura de consumo. Alguns grupos de adolescentes e jovens adultos optam por estilos de vida mais desligados da maioria. Essa é uma característica do mundo atual.
e) A juventude contemporânea está igualmente imersa na cultura de consumo, o que ocasiona um padrão de classe muito particular na criminalidade entre os mais jovens.




resposta:[E]
De acordo com o texto lido, a juventude contemporânea está imersa em cultura de consumo, o que por sua vez acaba por ocasionar um padrão de classe muito peculiar na criminalidade entre as pessoas mais jovens de nossa sociedade.



4. (G1) Um dos conceitos mais importantes da obra de Karl Marx é o de ideologia. Em relação a ele, é correto afirmar que:

a) a ideologia seria a representação fiel da realidade, por estar intimamente vinculada às condições sociais de produção;
b) a divisão entre o trabalho manual e intelectual levou ao fim da ideologia;
c) a ideologia, quando promovida pelos intelectuais, seria algo abstrato, pois se partia das ideias e não da prática, da vida real;
d) a ideologia era um elemento que possibilitaria o fim da luta de classes e o surgimento do socialismo;
e) o processo histórico seria determinado pela ideologia, que teria por base a formação econômica, política e social das sociedades humanas;



resposta:[C]

A ideologia é formulada por pensadores da sociedade (intelectuais, padres, pastores, artistas, etc.) que formulam um conceito e um padrão de comportamento a partir da realidade vivenciada pelo grupo social que eles representam que é a classe dominante, ele pensamento é incorporado pelo senso comum e aceito como verdadeiro e imutável.

5. (UFUB) Quanto ao conceito de indústria cultural, é correto afirmar que:

I – A indústria cultural produz bens culturais como mercadorias.
II – O objetivo da indústria cultural é estimular a capacidade crítica dos indivíduos.
III – A indústria cultural cria a ilusão de felicidade no presente e elimina a dimensão crítica.
IV – A indústria cultural ocupa o espaço de lazer do trabalhador sem lhe dar tempo para pensar sobre as condições de exploração em que vive.

Assinale a alternativa correta:

a) II, III e IV estão corretas.
b) I, II e III estão corretas.
c) I, III e IV estão corretas.
d) I, II e IV estão corretas.
e) II e III estão corretas.



resposta:[C]
Estão corretos os itens I, III e IV.


6. (CNDL) Com base na observação da imagem, explique o que é sociedade de consumo.



resposta:
Sociedade de consumo, é um termo utilizado para designar o tipo de sociedade que se encontra numa avançada etapa de desenvolvimento industrial capitalista e que se caracteriza pelo consumo massivo de bens e serviços, disponíveis graça a elevada produção dos mesmos.

O conceito de sociedade de consumo está ligado ao de economia de mercado e, por fim, ao conceito de capitalismo, entendendo economia de mercado aquela que encontra o equilíbrio entre oferta e demanda através da livre circulação de capitais, produtos e pessoas, sem intervenção estatal.





7. (PITÁGORAS) “Não é a tecnologia que atende às necessidades, como os meios de comunicação de massas geralmente nos fazem crer, e, sim, as necessidades é que são criadas para atender à crescente população e à elaboração cada vez mais diversificada dos bens de consumo”.
Explique esta afirmação.



resposta:
Para adquirir um bem, precisamos achar realmente importante possuí-lo. Nesse processo, a formação da opinião pública realizada pelos meios de comunicação, comandados por um número pequeno de pessoas que decidem o que vamos escolher, possuir e usar, colabora de forma vital para a criação de necessidades de uso de novos produtos. Esse processo de formação de opinião ocorre quando a opinião – que cada um possui como coisa exclusiva e genuína – é induzida, ou influenciada, pelos jornais, TV e outras formas de comunicação de massa.


(CNDL) Leia atentamente o texto.

IDEOLOGIA
Ideologia é outro dos conceitos básicos de Sociologia que tem várias origens e interpretações. Em Marx ela assume um caráter essencialmente negativo: é a falsa consciência. Para ele, ideologia é qualquer formulação teórica das relações sociais que não tenha por base a produção material. Em outras palavras, a ideologia para Marx é resultado da percepção incompleta do funcionamento da sociedade, o que faz com que tomemos como imprescindível uma ordem de coisas que não o é, acreditando ser original uma situação que é na verdade um efeito, uma conseqüência do estado de alienação em que se encontram os indivíduos. Só a consciência é capaz de apreender o que realmente determina a organização social, e a partir daí orientar a ação das pessoas.

VOLTAIRE; DIDEROT, Denis; CHAUÍ, Marilena. Dicionário filosófico. São Paulo: Nova Cultural, 1988. Disponível em: http://mico.hdfree.com.br/texto_dicionario_politico.htm#ideologia
Com base na interpretação do texto e em seus conhecimentos, faça o que se pede nas duas próximas questões.
8. (PITÁGORAS) Explique o que é ideologia para Marx.


resposta:
Para ele, ideologia é qualquer formulação teórica das relações sociais que não tenha por base a produção material. Em outras palavras, a ideologia para Marx é resultado da percepção incompleta do funcionamento da sociedade, o que faz com que tomemos como imprescindível uma ordem de coisas que não o é, acreditando ser original uma situação que é na verdade um efeito, uma conseqüência do estado de alienação em que se encontram os indivíduos. 



9. (PITÁGORAS) Apresente uma definição mais genérica para o conceito ideologia.


resposta:
Em linhas gerais a ideologia é uma teoria que valoriza arbitrariamente algumas idéias em detrimento de outras, seguindo exclusivamente a perspectiva de seu formulador. Isto explica porque o uso do termo ideologia é mais freqüentemente usado no cenário político, onde as decisões e ações precisam ser sustentadas por argumentos fortes e consistentes. Quando dois partidos assumem posições diferentes ou mesmo conflitantes frente a um tema qualquer, geralmente isso ocorre por diferenças ideológicas entre eles.



10. A expressão indústria cultural foi utilizada pela primeira vez pelos teóricos da Escola de Frankfurt, Theodor Adorno e Max Horkheimer no livro Dialética do esclarecimento, no Brasil, ou Dialética do Iluminismo, em Portugal. Nessa obra, Adorno e Horkheimer discorrem sobre a reificação da cultura por meio de processos industriais.


a) Defina indústria cultural.

b) Faça uma relação de alguns meios de comunicação e explique a maneira pela qual eles são utilizados pela indústria cultural.

resposta:

Indústria cultural é o nome genérico que se dá ao conjunto de empresas e instituições cuja principal atividade econômica é a produção de cultura, com fins lucrativos e mercantis. No sistema de produção cultural, encaixam-se a TV, o rádio, os jornais e as revistas, entretenimento em geral; que são elaborados de forma a aumentar o consumo, modificar os hábitos, educar, informar, podendo pretender ainda, em alguns casos, ter a capacidade de atingir a sociedade como um todo.